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Visita às minas do Lousal, no dia 1 de março de 2019 - Turma do 7º A da EBCV Destaque

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Numa tarde de verão, dois antigos trabalhadores da mina do Lousal reencontraram-se num café da aldeia e decidiram ir visitar o seu antigo local de trabalho: uma mina localizada na faixa piritosa da Península Ibérica que iniciou a sua atividade de extração no século XIX e se prolongou no século XX.

Aníbal, um homem gordinho e baixo, com o seu bigode grisalho e a sua careca reluzente, estava sempre animado e bem-disposto. Já o Manuel era magrinho e alto, com barba e cabelos brancos; estava sempre apresentável e era um homem sério.

Tal como combinado, os dois amigos encontraram-se no largo perto dos antigos balneários. E qual não foi o seu espanto quando se aperceberam que tudo tinha mudado: os balneários eram agora o Centro de Ciência Viva do Lousal, com várias exposições e experiências interativas, os armazéns estavam transformados num restaurante e havia passadiços de madeira para chegar até às minas.

Eles estavam fascinados com tudo o que viam. Nesse momento, uma mulher aproximou-se deles e perguntou:

– Boa tarde, o que os traz por cá?

– Boa tarde, somos antigos trabalhadores da mina e gostaríamos de visitar o nosso antigo local de trabalho – explicou Manuel.

– Com certeza. Sou a Joana e costumo guiar as visitas. Vamos a isso? – exclamou a guia.

– Sim, já agora eu sou o Aníbal e este é o Manuel – respondeu entusiasmado o Aníbal.

   Os três partiram pelo passadiço, admirados pela beleza do caminho. Fizeram uma paragem perto das lagoas, onde a guia explicou o motivo da sua acidez e das tonalidades azul, verde e vermelha, que coloriam fantasticamente o ambiente.

Continuaram o caminho até chegarem à entrada da mina; aí, puseram os capacetes e entraram na mina. Já lá dentro, relembraram-se do alvoroço que era quando os vagões saíam carregados de pirite, do chapeiro onde colocavam a sua chapa (ainda sabiam o seu número de cor), dos paióis onde guardavam os explosivos e ferramentas que utilizavam para a mineração, e dos ratos que muitas vezes lhes tinham salvado a vida. Durante essas recordações, começaram a ouvir um som familiar.

– São os ratos! – gritaram em coro.

– É uma derrocada, temos que evacuar! – vociferou o guia, alarmado.

  Correram desesperadamente até encontrarem a saída e, cá fora, respiraram de alívio e agradeceram a Santa Bárbara por terem conseguido sair de lá com vida. Mais uma vez, a história repetiu-se. Será que o antigo fantasma, meio‑homem meio-rato, ainda os atormentaria?

Foi esta a história reinventada pela turma do 7.º A, na aula de Português, após a visita às minas do Lousal, no dia 1 de março de 2019, e que aqui reproduzimos.